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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sim, eu voltei ao trabalho.

Oi gente, tudo bem???

Que competição no Mundo Materno existe, eu aprendi assim que Clara nasceu.
Que existe o movimento "mais" mãe e "menas" mãe eu também já aprendi.

O que eu não entendo é a falta de respeito entre as diferenças de opiniões.
Tanta gente luta pela liberdade de expressão, contra a homofobia, racismo, preconceitos de forma geral, mas quando você encontra um grupo de mães que tem um ideal, o que mais existe é a falta de respeito com as quais não fazem parte deste grupo.

Querem um exemplo mais que básico?

Existe o grupo Parto Normal, que simplesmente acha que toda (ou quase toda) mulher que teve Parto Cesárea não é tão boa mãe, ou como já li por aí, é frouxa e não sabe a verdadeira dor de ser mãe.

Hoje em questão, venho falar de nós mães que trabalham.
Sabe o que acho engraçado?
Há algum tempo atrás, as mães que ficavam em casa é quem eram "apedrejadas" e hoje, com tanta evolução, quem são apedrejadas são as mulheres que voltam a trabalhar.

Existem 2 grupos de pessoas: As que trabalham por realização profissional/pessoal e as por motivo financeiro.
Até aí tudo bem, quer dizer, tudo bem nada, pois o que já li e ouvi foi:

* Se você quer ser mãe, não tem como ser realizada profissionalmente, pois precisa dar atenção ao seu filho.

* Um filho precisa muito mais de carinho, afeto, do que brinquedos, viagens, roupas caras, boa escola.

Calma aí!

Sim, a vida muda depois do filho;
Sim, os objetivos mudam;
Sim, eles dependem de nós durante muito tempo. Entre outras coisas mais, que cada um em sua casa sabe quais são as necessidades.

O que me deixa bem triste, é a falta de respeito quando algum grupo levanta uma bandeira.
Acredito que se há uma divisão e dedicação do tempo, tudo se resolve.

Eu precisei trabalhar, por simples questão financeira, Clara foi pro berçário e isso não me impediu de brincar com ela, cuidar dela, amá-la incondicionalmente, amamentá-la (relembre aqui) toda vez que ela quer enquanto estamos juntas e ela continuar só no leite artificial.

Eu divido meu tempo com ela, ou melhor, quando a pego no Berçário e vamos pra casa, eu fico com ela, me dedico à ela e quando ela dorme é que vou pensar em o que fazer pro jantar e fazer minhas coisas.
Se cansa? Lógico que cansa, afinal sou ser humano, mas tenho prazer em ficar com ela, desejei ser mãe e já sabia que teria que trabalhar.

O que mais me incomoda são as pessoas que dizem que abriram mão de tudo pra serem mães e que deixaram de trabalhar pra ficarem com seu filhos. Que simplificaram ao extremo suas vidas pra conseguirem ficar em casa e que eu devia fazer o mesmo.
Gente, se você tem condições de ficar em casa pra cuidar 24hs/dia de seu filho, super parabéns! Aproveite mesmo seu dia ao lado dele, brinque, mas brinque de verdade, não o deixe o dia inteiro na frente da televisão, comendo porcarias enquanto você vai na manicure, passeia no shopping e tira a soneca da tarde.
Já vi muita mãe que fica em casa, mas deixa seu filho "a Deus dará".

Admiro sim, as mães que ficam em casa, mas CUIDAM de verdade de seus filhos e ainda se mantém lindas. Não preciso puxar o saco de ninguém, mas tomo a liberdade pra citar algumas mães que não trabalham fora (trabalham em casa),  mas se dedicam aos filhos: LoretaAninhaCarolBárbara entre outras que agora não me lembro.

Assim como admiro as mães que trabalham e ainda sim se dedicam aos filhos sem desculpas de cansaço e afins: a KekaRoseSamFabi, Michele entre outras também que não me lembro e tenho pouco contato.

Tive que desabafar, pois li um texto esses dias super desrespeitoso com as diferenças que existem entre as famílias e acho que se queremos criar pessoas melhores, precisamos nós, sermos mais tolerantes e aceitarmos de uma vez por todas toda e qualquer diferença.

De que adianta levantar a bandeira contra a diferença dos brinquedos entre meninos e meninas e tantos outros assuntos da Maternidade, se nós mães não toleramos as diferenças entre parto normal X cesárea, leite materno X leite artificial, dona de casa X profissional???


Fonte: Google


E com vocês?
Já sofreram alguma "discriminação"?
Beijos

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terça-feira, 24 de julho de 2012

O dia mais especial da minha vida: 17/07

Há exatos 07 dias, por volta das 22hs chegava ao mundo minha jóia mais preciosa, Maria Clara, minha filha nascia.

Minha terça feira foi tensa, chorei horrores, fui na manicure, fiz escova e hidratação no cabelo, almocei na casa da minha mãe e vim pra casa pra ficar sozinha com minha barriga e minha filha dentro dela.
Chorei, tremi de medo, fiquei ansiosa ... tive medo de morrer e deixar minha filha e nem ao menos poder vê-la, tive medo do futuro, Orei, pedi à Deus e tudo de mais positivo tudo o que desejo pela minha filha e finalmente dormi, me tranquei no quarto e dormi!

Chegou a hora de ir pro hospital, chuva, trânsito, Av. Paulista e eu tensa .... no carro meus Pais, Marido e eu ... não conseguia olhar pro Marido que me dava vontade de chorar e ele todo calmo dizendo:

- Não precisa ter medo!

Me internei, fui pra sala de admissão, escutei o coração da Pequena, fui pro quarto e lá estavam meus Pais, minha irmã e Marido me esperando! Fiquei 5 minutos sentada e veio a Enfermeira com a paramentação pra eu me trocar, entrei no banheiro, me troquei, e escutei:

- Sra Paola, vim te buscar, vamos?

Quando abri a porta do banheiro lá estava a maca e eu desabei quando vi minha mãe e minha irmã.
Enfim, tinha chegado a hora, a minha grande hora!

Entramos no centro cirúrgico, meu médico, o maior fofo estava lá me esperando.
Todos os profissionais se apresentaram e tentavam me acalmar.

Meu médico abriu o visor da sala do parto e pude ver: meus pais, minhas primas, minha sogra, avó do marido, minha irmã, lá na expectativa de ver nossa Princesa!

Tomei a anestesia, Marido entrou no centro cirúrgico e enfim o procedimento começou:

Não senti dor, mas senti o passo a passo de todo o procedimento. Maria Clara queria ficar lá dentro do barrigão e escutava o médico dizer:

- Clarinha, vem, Clarinha ajuda o tio e vem!

Arquivo pessoal Mãe Dipa


De repente escutei seu primeiro choro, gente .... é algo inexplicável, passou um filme na minha cabeça desde que tudo começou, olhei pro lado e vi toda minha família ali, vendo tudo acontecer.

Ela veio pros meus braços e a senti pela primeira vez ... meu coração disparou de uma forma única.
Fui pra sala de recuperação e depois de pouco mais de 2hs fui pro quarto e vi meus pais e Marido me esperando pra saber se eu estava bem.
Me lembro de dizer:

- Mãe, ela é tão linda!
- Enfermeira, que horas ela vem pro quarto? Preciso amamentar!

Enfim, ela demorou horas pra chegar no quarto e eu mesmo exausta a esperei acordada e quando finalmente ela entrou, toda lindinha em sua roupinha desabei de tanto chorar de emoção!

Gente, foi o momento mais especial da minha vida, não tenho palavras e sentimento pra descrever, só tenho a certeza de que SIM, eu a amo mais que ontem e menos que amanhã e SIM, ela é minha vida!

Beijos

OBSERVAÇÃO:

Obrigada por tudo, família linda que tanto amo;
Obrigada aos meus amigos reais que me ligaram pra me acalmar no dia;
Obrigada pelo carinho de todas minhas amigas virtuais, pelas mensagens no twitter, por aqui, pelo #amigacomenta, pelo Grupo Mamães do Baby Center
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Ilustração por Re Vitrola